Origem do novo coronavírus pode ter sido há 70 anos, aponta novo estudo

31/07/2020

 

Um estudo publicado na revista Nature Microbiology indica que as origens do novo coronavírus podem ser muito mais antigas do que se pensa. Coletando e analisando genomas de outros sarcovírus, os pesquisadores conseguiram remontar três linhagens que podem mostrar quando o vírus migrou de um forma regressa para forma mais próxima que evoluiu e migrou dos morcegos para outro animal e, consequentemente, para o ser humano.


– Coronavírus: animal silvestre em busca de comida pode ter iniciado surtoSegundo a pesquisa, foi possível remontar três origens potenciais para o vírus: 1948, 1969 e 1982. Os estudiosos utilizaram três técnicas para avaliar a possível transição do ancestral comum para o novo coronavírus Sars-Cov-2 e chegaram nas respectivas datas. Entretanto, a falta de dados antigos para genomas de vírus contribui para a dificuldade desse tipo de estudo.

Cientistas estudaram diversas linhagens do coronavírus nos morcegos e concluíram que origem do vírus pode ter sido logo depois da Segunda Guerra Mundial

“Descobrimos que os sarbecovírus –o subgênero viral que contém SARS-CoV e SARS-CoV-2– passam por recombinação frequente e exibem diversidade genética espacialmente estruturada em escala regional na China“, dizem os autores do estudo. Foram encontradas linhagens do vírus ancestral em outros países que não a China, como a Bulgária e o Quênia.– Médico da USP diz que coronavírus pode ser ‘ensaio’ para pandemia mais grave: ‘Matar bilhões’


Outra preocupação dos pesquisadores é a importância de uma coleção e sequência mais rápida dos novos vírus que podem surgir ao redor do mundo. Para eles, esse tipo de sequenciamento de genoma é a chave para combater os vírus e, ao fim do artigo, eles reiteram que essas evidências mostram a necessidade de uma rede global ainda mais atenta para o surgimento de novos vírus de potencial pandêmico.“A diversidade existente e a dinâmica de recombinação entre linhagens no morcego demonstra o quão difícil será identificar novos vírus com potencial de infecção nos seres humanos antes de eles surgirem”, explicam os autores.– Do coronavírus a gripe espanhola: as maiores pandemias da humanidade

“Isso reforça a necessidade de uma rede global de vigilância para doenças em seres humanos, como aquela que identificou o tipo único de pneumonia em Wuhan em dezembro de 2019, que nos deu a capacidade de sequenciar com rapidez os genomas e identificar o novo coronavírus.”, conclui o estudo. 

 

Fonte: Hypeness 

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