Homens com disfunção erétil são mais suscetíveis a doenças cardíacas

13/09/2019

 

Uma pesquisa feita pela Universidade de Nanchang, na China, descobriu que homens com impotência têm 59% mais chances de desenvolver doenças cardíacas. A disfunção sexual estaria relacionada também a um aumento de 34% no risco de derrame e de 33% no de morte prematura. Para chegar aos resultados, publicados no The Journal of Sexual Medicine, os pesquisadores analisaram 25 estudos com dados de 154.794 homens. A impotência sexual seria um indicativo de que o fluxo sanguíneo do corpo não está normal, o que favorece o desenvolvimento de doenças relacionadas ao coração.

De acordo com o trabalho, os maiores riscos foram identificados entre homens impotentes com 55 anos ou mais, diabéticos e fumantes. Pacientes com disfunção erétil por menos de sete anos estavam mais vulneráveis que homens que conviviam com a doença há mais tempo. Os pesquisadores, contudo, não conseguiram explicar o porquê disso.

Tanto doenças cardíacas quanto a disfunção erétil podem ser desencadeadas pela aterosclerose, doença que causa acúmulo de placa nas artérias. De acordo com os autores do trabalho, como as artérias do pênis são mais estreitas que as do coração, a doença se manifestaria primeiro no órgão sexual, causando a impotência — o que pode servir como um alerta de que uma doença cardiovascular está se avizinhando.

A dica dos estudiosos é prestar muita atenção a potenciais problemas cardíacos caso a disfunção erétil seja frequente. Outra providência deve ser a adequação de estilo de vida: não fumar, praticar exercícios físicos, se alimentar de forma equilibrada e manter um peso saudável são indispensáveis para combater tanto a impotência quanto as doenças cardíacas.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), a disfunção erétil atinge metade da população masculina com mais de 40 anos, algo em torno de 16 milhões de homens. Estima-se que 100 milhões de homens no mundo apresentem impotência sexual. O problema pode ter causas neurológicas, anatômicas ou estruturais, hormonais, medicamentosas ou psicológicas. 

 

Fonte: Metrópoles 

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